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Rinite não alérgica

Você já ouviu falar em rinite não alérgica? Por que nesses casos o uso de antialérgicos, não resolve seus sintomas.

Imagem de mulher assoando o nariz, sintomas típico de rinite não alérgica

O que é rinite não alérgica?

A rinite é uma inflamação da mucosa que reveste o nariz por dentro, e que causa sensação de nariz entupido, coriza e espirros. Diferentemente da rinite alérgica, ela não é causada por alérgenos, mas sim por outros fatores que podem ser irritantes ao nariz.

Primeiramente vamos falar sobre o que é uma alergia. Alergia é quando seu corpo reconhece uma substância benigna (alérgeno) como sendo uma ameaça, e em resposta a ela, inicia a liberação de histamina na corrente sanguínea. Isso irá causar os sintomas que nós chamamos de alergia. (Caso você queira saber mais sobre rinite alérgica, clique aqui)

Quando falamos em rinite não alérgica, estamos falando de uma doença com sintomas bem parecidos. Porém não ocorreu essa resposta com a liberação de histamina, característica da alergia e por isso o uso de antialérgico não ajuda.

O que causa a rinite não alérgica?

Os principais gatilhos também são coisas do ambiente como por exemplo mudança de tempo, irritantes como produtos de limpeza, perfumes. Porém outros fatores também podem causar rinite não alérgica como infecções virais, uso de medicamentos, alterações hormonais como na gestação, e até o envelhecimento. Vamos falar sobre cada tipo individualmente agora.

Rinites Infecciosas

As rinite infecciosas são as causadas por alguma infecção por vírus ou bacteriana. Elas são os resfriados e as gripes. Os sintomas são bem parecidos a de um rinite alérgica com nariz entupido, coriza e espirros. Porém elas costumam cursar com sintomas sistêmicos, com mal estar geral, dores no corpo e febre baixa. Os sintomas são autolimitados, ou seja, tendem a melhorar sozinho em 7 a 10 dias.

Rinite Vasomotora ou Idiopática

Essa é a segunda forma mais comum de rinite. Ela é causada por gatilhos do ambiente como ar frio, alterações de temperatura ou umidade, contato com cheiro fortes, fumaça de cigarro, poluição ambiental. Ainda não sabemos exatamente como o corpo responde nesse caso, mas quando fazemos teste alérgicos não encontramos a ativação da reação alérgica que falamos no começo. Existem alguns hipóteses sobre o que causa os sintomas. Ela tem sido associada à uma desregulação do sistema nervoso, com uma disfunção autonômica e um desequilíbrio dos sistemas simpático e parassimpático.

Os sintomas também são bem parecidos com a rinite alérgica. Isto é, o paciente apresenta nariz entupido, coriza, espirros, mas não costuma ter coceira no nariz. Além disso, outra forma de diferenciar da rinite alérgica é que na rinite não alérgica os sintomas em geral começam depois de adultos. Enquanto na rinite alérgica, os sintomas costumam começar na infância.

O tratamento também envolve o uso de spray nasal de corticoide, mas nesse caso, como não temos ativação da resposta alérgica, o uso de antialérgicos têm pouco efeito. Além de evitar o contato com os gatilhos de crise. Para saber mais sobre dicas de cuidados ambientais, clique aqui.

Rinite medicamentosa

Nesse tipo de rinite não alérgica os sintomas são causados pelo uso de medicações, sendo o mais comum o uso de descongestionantes nasais como a oximetazolina e nafazolina. As marcas mais conhecidas são o Naridrin, Neosoro, Sorine, Afrin. Mas também pode estar relacionada com uso de drogas ilícitas inalatórias como a cocaína.  Os pacientes apresentam nariz entupido, coriza e espirros.

Nesses pacientes ocorre um inchaço rebote da mucosa nasal um tempo após o uso dos descongestionantes. Como os sintomas pioram, os pacientes aplicam ainda mais medicação, agravando o caso e entrando num ciclo vicioso. Por isso, não é indicado utilizar essas medicações por mais de 3 dias seguidos.

O tratamento envolve o uso de spray nasal de corticoide para controle dos sintomas, mas principalmente suspender a medicação causadora dos sintomas.

Rinite química

Esse tipo de rinite acontece pela exposição a agentes irritativos ou químicos, além da poluição presente no meio ambiente. Esses produtos provocam irritação neural causando sintomas de nariz entupido, coriza, espirros, olhos vermelhos.

Uma forma específica desse tipo de rinite é relacionada com natação e piscina. Isso porque o cloro presente nas piscinas, ao entrar em contato com substâncias químicas do suor, urina e cabelo, reage formando subprodutos. Um deles é a clorina que pode causar irritação no nariz, causando os sintomas. (Para saber sobre rinite e a prática esportiva, clique aqui)

O tratamento envolve principalmente a higiene ambiental, ou seja, diminuir o contato com o que provoca os sintomas. Além disso, lavar o nariz após exposição a essas substâncias, auxilia na limpeza da mucosa nasal, diminuindo o contato e os sintomas. Também utilizamos spray nasais de corticoide.

Rinite gustativa

Nesse tipo de rinite não alérgica, os sintomas aparecem alguns minutos após a alimentação, em geral relacionados ao consumo de alimentos muito quentes ou picantes. O principal sintoma é a coriza durante a refeição, e que desaparece assim que termina a alimentação. Essa situação pode se tornar inconveniente e causar constrangimento aos pacientes.

O tratamento envolve evitar o tipo de alimento que piora os sintomas, e em casos mais graves podemos fazer uso de algumas medicações, como corticoides nasais, brometo de ipratrópio ou spray com capsaicina.

Rinite do Idoso

No idoso alguns sintomas de rinite podem se agravar por conta de alterações na mucosa do nariz. Em pacientes que já apresentavam rinite alérgica, esses sintomas podem continuar, mas também pode surgir outras formas de rinite. O envelhecimento causa atrofia da mucosa favorecendo o ressecamento e o gotejamento de secreção pós-nasal. Além disso, também pode ocorrer uma desregulação no sistema nervoso que favorece a rinite gustativa. No idoso, o tratamento envolve principalmente o uso de soro fisiológico que ajuda a hidratar e remover crostas e secreções. Mas também podemos associar o uso de medicações dependendo do caso e dos principais gatilhos para cada paciente.

Rinite gestacional

Esse tipo de rinite está associada com as alterações hormonais típicas da gestação. Ela pode surgir em pacientes que não tinham qualquer sintoma nasal antes de engravidar e as principais queixas são nariz entupido e coriza. Em geral, elas surgem a partir do segundo trimestre e se resolvem sozinha em até 2 semanas após o parto.

Nas suas formas mais leves, o tratamento envolve medidas ambientais como prática de exercícios físicos, elevação da cabeceira da cama e lavagem nasal com soro fisiológico. No entanto, em casos moderados ou graves podemos associar o uso de spray nasal de corticoide.

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mulher assoando nariz

Cuidados ambientais para a Rinite

Imagem de mulher espirrando, sintoma tipico de rinite alérgica.
Texto aborda os principais cuidados ambientais para rinite alérgica.

Principais medidas de cuidados ambientais para tratamento da Rinite alérgica

Quando pensamos em rinite alérgica, um pilar super importante do tratamento envolve o cuidado com o ambiente. Dessa forma conseguimos evitar o contato com os alérgenos e assim diminuir bastante as crises. A seguir, vamos falar sobre os principais cuidados ambientais para o tratamento da rinite alérgicas.

Se você quiser saber tudo sobre a rinite alérgica, como os principais sintomas, testes diagnósticos e opções de tratamento, clique aqui

Cuidados ambientais com o quarto

Nós passamos grande parte do nosso dia no nosso quarto. Então precisamos reforçar os cuidados com o quarto para diminuir as crises.

Primeiramente devemos garantir que o quarto seja um lugar bem ventilado e ensolarado. Também devemos evitar travesseiro e colchão de paina ou pena. Use os de espuma, fibra ou látex, sempre que possível envoltos em material plástico (vinil) ou em capas impermeáveis aos ácaros. 

Já em relação à cama, o recomendado é limpar o estrado da cama duas vezes por mês. As roupas de cama e cobertores devem ser trocadas e lavadas regularmente com detergente e a altas temperaturas (>55ºC) e secadas ao sol ou ar quente.

Além disso, evite deixar camas e berços grudados na parede, caso isso não seja possível, coloque na parede mais ensolarada ou que não tenha sinais de mofo. Também devemos evitar bichos de pelúcia, estantes de livros, revistas, caixas de papelão ou qualquer outro local onde possam ser formadas colônias de ácaros no quarto de dormir. Dar preferencia por brinquedos de tecido ou materiais plásticos que podemos lavar com mais frequência.

Algumas dicas se aplicam a casa toda

Além dos cuidados ambientais para a rinite que envolvem a casa, existem dicas que se aplicam a nossa casa de uma forma geral. Por exemplo, evitar tapetes, carpetes, cortinas e almofadas. Dar preferência a pisos laváveis (cerâmica, vinil e madeira) e cortinas do tipo persianas ou de material lavável. No caso de haver carpetes ou tapetes muito pesados, de difícil remoção, crie o hábito de aspirar os carpetes mensalmente.

Igualmente importante é procurar identificar e eliminar o mofo e a umidade, principalmente no quarto de dormir. Lembre-se de verificar periodicamente as áreas úmidas de sua casa, como banheiro (cortinas plásticas do chuveiro, embaixo das pias, etc.). Com o propósito de diminuir o mofo, podemos aplicar uma solução diluída de água sanitária nos locais mofados, até que consiga sua resolução definitiva. Mas devemos ter cuidado para não usa-la em excesso porque água sanitária também é um irritante respiratório. Além disso, é essencial investigar outras fontes de exposição aos fungos fora de casa, como na creche, escola e locais de trabalho.

Na hora da faxina, alguns cuidados são fundamentais.

Para começar, devemos evitar o uso de vassouras, espanadores e aspiradores de pó comuns. Por esse motivo, o ideal é passar pano úmido diariamente na casa ou usar aspiradores de pó com filtros especiais 2x/semana. Quando for fazer a faxina, afaste o paciente alérgico do ambiente para diminuir a exposição e se por acaso quem faz a faxina for o alérgico, podemos utilizar máscaras para diminuir o contato com alérgenos. Além disso, devemos evitar talcos, perfumes, desodorantes, principalmente na forma de sprays. Muito produtos de limpeza tem cheiro forte e podem ser irritantes para o nariz.

Outra dica importante se refere a viagens. Ambientes fechados por tempo prolongado (casa de praia ou de campo) devem ser arejados e limpos pelo menos 24 horas antes da entrada dos indivíduos com alergia respiratória.

E em relação aos animais de estimação?

Primeiramente devemos lembrar que nem todos que nem rinite, tem necessariamente alergia a animais. Por isso, devemos ficar atentos se os sintomas pioram em contato com o animal, e para confirmar podemos realizar testes alérgicos.

Se acaso, os seus sintomas pioram com contato com gatos ou cachorros, podem seguir as seguintes dicas. Em primeiro lugar, devemos evitar que os animais entrem especialmente no quarto e na cama do paciente, criando um ambiente seguro. Para isso, lembre-se de sempre manter a porta do quarto sempre fechada. Se for impossível, restringir o animal a uma única área da moradia e utilizar purificadores HEPA no quarto do paciente. Preferencialmente, animais de estimação para crianças alérgicas são peixes e tartarugas. 

Cuidados ambientais para quem tem alergia a pólen

Antes de tudo, precisamos lembrar que a alergia a pólen não é muito comum no Brasil. Esse tipo de alergia costuma ser mais frequente em regiões temperadas, como por exemplo na região sul do país. O teste alérgico ajuda a determinar ao que você tem alergia, e colocar em prática os principais cuidados ambientais para rinite alérgica.

Recomenda-se aos pacientes alérgicos ao pólen manter as janelas da casa e do carro fechadas durante o dia, abrindo as à noite quando têm menor contagem de pólens. Além disso, os sistemas de ventilação de casa e do carro devem ser equipados com filtros especiais para pólens. Outra dica é utilizar máscaras protetoras e óculos quando se expor ao ambiente. Os pólens podem ser transportados para dentro de casa nas roupas e em animais domésticos. Por isso, também devemos evitar deixar as roupas para secarem ao ar livre, se possível use secadora automática. Também evite realizar atividades externas nos períodos de alta contagem de pólens, entre 5 e 10 horas da manhã e em dias secos, quentes e com ventos.

Outras dicas importantes!

Primeiramente, em relação ao cigarro, não fumar e nem deixar que fumem dentro de casa e do automóvel. O tabagismo pré-natal, perinatal e pós-natal está associado a problemas respiratórios futuros ns crianças.

Outra causa de sintomas é a variação brusca de temperatura. Por isso devemos evitar banhos extremamente quentes, pois a temperatura ideal da água é a temperatura corporal. Também devemos ficar atentos quando a temperatura do ambiente está muito fria, como no outono e inverno. Da mesma forma, não devemos nos esquecer do uso intenso de ar condicionado, principalmente em dias muito quentes.

Em relação ao ar condicionado alguns cuidados são fundamentais. Assim, devemos manter os filtros dos aparelhos de ar condicionado sempre limpos. Se possível limpe-os mensalmente. Lembre-se que o ar condicionado é seco e pode ser irritante para o nariz

Dar preferência à vida ao ar livre. Esportes podem e devem ser praticados, evitando-se dias com alta exposição aos pólens ou poluentes em determinadas áreas geográficas. (Para saber sobre rinite em atletas, clique aqui)

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rinite

Rinite Alérgica

Tudo o que você precisa saber sobre essa doença

Vamos falar hoje sobre tudo que você precisa saber sobre a rinite alérgica. A rinite alérgica é uma condição crônica comum que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Ela ocorre quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias no ar, como pólen, ácaros, pelos de animais e mofo. Essa reação, mediada por IgE, provoca inflamação e irritação na mucosa que reveste por dentro o nariz.

Menina espirrando, sintoma típico da rinite alérgica

Quais os sintomas da rinite alérgica?

Os principais sintomas da rinite alérgica são sensação de nariz entupido, coriza, coceira e espirros frequentes. A coceira pode afetar também garganta, céu da boca e os olhos. Nestes últimos, pode deixar os olhos vermelhos e com lacrimejamento. Em geral os sintomas se iniciam na infância, quando ocorrem apenas na idade adulta devemos pesquisar outros tipos de rinite, as chamadas rinite não alérgicas. Além disso, também devemos pensar em rinite não alérgica quando elas são desencadeadas por outros fatores como mudança de tempo, ar condicionado, perfumes ou cheiros fortes.

As substâncias que provocam os sintomas são o que chamamos de alérgenos. Os principais causadores de rinite no Brasil são os ácaros, principalmente o dermatophagoides pteronyssinus, dermatophagoides farinae e blomia tropicalis. Também são alérgenos pelos de animais como cães e gatos, penas de animais. Na região sul do Brasil e em países de clima temperado, como países europeus e Estados Unidos, o pólen de flores durante a primavera também é causa de rinite alérgica.

Para saber mais sobre o efeito da rinite alérgica em atletas, mesmo amadores clique aqui

Como saber ao que sou alérgica?

Para identificar os principais tipos de alérgenos podemos realizar testes de alergia, que podem ser medidos através do sangue ou pela resposta na pele, um teste conhecido como Prick Teste. 

No teste de Prick, nos aplicamos pequenas gotas de extratos padronizados de vários alérgenos na superfície da pele do paciente. O objetivo é permitir que os alérgenos entrem em contato com as células da pele, potencialmente desencadeando uma reação alérgica. Em seguida, iremos aguardar um período de 15 a 20 minuto. Assim que passar esse tempo, nós vamos observar a pele para verificar se houve alguma reação alérgica visível. As reações podem incluir vermelhidão, inchaço ou formação de pápulas ao redor das áreas onde os extratos foram aplicados. O tamanho e a intensidade das pápulas indicam a gravidade da alergia.

Qual o tratamento da rinite alérgica?

O tratamento da rinite alérgica se baseia em alguns pilares. Primeiramente devemos evitar o contato com os alérgenos. Com o resultado do prick teste, e sabendo exatamente o que desencadeia as nossas crises, conseguimos direcionar nossos cuidados exatamente para aquilo que nos faz mal. Por exemplo, algumas medidas simples como manter o ambiente bem ventilado, retirar do quarto itens que juntam poeira, cortinas e tapetes, já podem auxiliar bastante. Para saber mais dicas de cuidados ambientais, clique aqui.

Em segundo lugar, devemos iniciar o tratamento medicamentoso. Isto inclui o uso de antialérgicos e spray nasal de corticoides, que ajudam a controlar os sintomas e diminuem a inflamação no nariz. Outra medida importante é a lavagem nasal. Já que o hábito de lavar o nariz auxilia a remover alérgenos, e promove um melhor funcionamento do nariz, prevenindo crises de rinite.

Por fim, a imunoterapia também é uma opção de tratamento. Ela também é conhecida como “vacina da rinite” pois ajuda a dessensibilizar o sistema imunológico, reduzindo os sintomas causados pelo contato com os alérgenos. Esse é o único tratamento que muda a evolução da doença, podendo deixar as pessoas livres de sintomas por mais tempo e sem o uso de medicações. Na imunoterapia, o paciente utiliza um extrato com os alérgenos que lhe provocam sintomas. O objetivo é introduzir essas substâncias de forma controlada e gradual, para que o corpo desenvolva uma tolerância natural. Assim é possível diminuir os sintomas após o contato com os alérgenos. Esse tratamento é feito em nossa clínica, e caso você queira saber mais a respeito, e se o seu caso melhoraria com ele, é só agendar uma avaliação

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Rinite alérgica em atletas – tem relação?

Você sabia que atletas de endurance, que praticam corrida, ciclismo de estrada e triatlo estão mais sujeitos a terem sintomas de rinite alérgica?

Atletas de endurance estão mais sujeitos a terem sintomas de rinite

Atletas tem mais sintomas de rinite alérgica?

Sim! Já existem alguns trabalhos que avaliaram a incidência de rinite em atletas olímpicos e os números chamam a atenção. Nas olimpíadas de Sydney e Atenas, 18 e 13% de todos os atletas relataram ter rinite. Sendo que em atletas praticantes de natação e ciclismo, esses números são ainda mais altos – 19,3 e 17,3%, respectivamente na Olimpíada de Pequim. Além disso, a incidência de rinite tem aumentado com o tempo. Na delegação australiana de 1976, apenas 9,7% dos atletas referiram sintomas de rinite, enquanto na Olimpíada de 1996, o número subiu para 21,9%!. Bastante, né?

Mas por que isso acontece? Em atletas de endurance isso pode ser explicado pelo aumento da ventilação e maior tempo de exposição a aeroalérgenos (substâncias que provocam os sintomas da rinite). Durante o exercício, a ventilação, isto é, a chegada do ar ao pulmão, pode chegar a 200 L/min. Esse valor é 6x maior que o normal. Esse aumento deixa a mucosa nasal mais tempo em contato com essas substâncias que provocam alergia.

Outro fator que contribui é o clima. Atletas de endurance acabam fazendo treinos mais longos e ao ar livre. Por isso estão mais expostos ao pólen, poeiras e a poluição em grandes centros urbanos. Mesmo quando treinam dentro de academias, esses ambientes têm ar condicionado o que causa ressecamento nasal. O ressecamento do nariz, pode alterar a concentração das secreções nasais. Isso altera o funcionamento normal do nariz deixando eles mais suscetíveis a lesões e inflamação, e favorecendo o surgimento de doenças nasais.

A natação também pode causar rinite

Outro grupo de atletas que acaba sofrendo bastante de rinite são os nadadores. Mas neles o efeito é por outro motivo. O cloro presente nas piscinas, ao entrar em contato com substâncias químicas do suor, urina e cabelo, reage formando subprodutos. Um deles é a clorina que pode causar irritação no nariz e está relacionada com a rinite. Nessa caso, estamos falando de uma rinite química. Esse quadro pode acontecer em pessoas que não têm sintomas de rinite, mas também pode ser mais frequente em alérgicos, que já têm uma inflamação basal do nariz.

A rinite e seus impactos no desempenho esportivo

A rinite quando não tratada pode atrapalhar a respiração pelo nariz, o que pode prejudicar o desempenho esportivo. Conforme a intensidade do exercício aumenta, temos a tendência a respirar mais pela boca. Mas isso não quer dizer que a respiração pelo nariz deixe de acontecer. Inclusive se você não respirar bem pelo nariz, pode ter um prejuízo na sua performance. (clique aqui para ler um post que fala sobre respiração e desempenho esportivo)

Se você sofre de rinite, saiba que embora ela não tenha curta, nem tratamento! O primeiro passo é evitar o contato com as substâncias que provocam os sintomas. Uma dica boa é lavar o nariz com soro fisiológico logo após o treino, diminuindo o contato com substâncias que causam alergias. Além disso, podem ser associadas medicações por boca e de aplicação no nariz. Para isso, procure um médico otorrinolaringologista. (clique aqui para saber sobre a rinite alérgica)

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Tem relação entre sono e desempenho esportivo?

Você sabia que um fator importante para melhorar seu desempenho esportivo é a qualidade do seu sono?

Foto de mulher dormindo.
Quais os impactos de dormir mal no desempenho esportivo
Quais os impactos de dormir mal no desempenho esportivo

A importância do sono para os esportistas

O primeiro motivo para o sono interferir no desempenho esportivo é que durante a noite que ocorre a recuperação da musculatura e a formação de novos músculos. Mas, além disso, alguns estudos já avaliaram os efeitos deletérios da privação do sono em atletas. Em um deles foi constatado uma queda de 4% na performance de ciclistas numa prova de 3km após uma noite de privação de sono. Outro estudo avaliou a distância percorrida em 30 minutos de esteira, comparando o resultado após uma noite boa de sono e outra com privação, e houve queda na distância percorrida no segundo grupo.

Para atletas profissionais, os impactos vão além. A falta de sono diminui a atenção e o tempo de resposta, que podem ser decisivos numa corrida de 100m ou na precisão de um saque em um jogo de tênis. Além disso, estudos também já provaram que a privação de sono está associada com maior chance de ocorrerem lesões. Além de ter um efeito imunossupressor que nos deixa mais suscetíveis a infecções das vias aéreas.

A prática de esportes também ajuda no sono

O inverso também é importante. Vários estudos já comprovaram os vários benefícios do exercício físico para o sono. Quem pratica algum esporte, acaba dormindo mais rápido, consegue relaxar mais durante a noite, tem mais tempo de sono profundo. Tudo isso faz com que a qualidade do sono seja melhor. Os esportistas também têm menor incidência de distúrbios do sono, como por exemplo a insônia. (clique aqui para saber sobre distúrbios do sono como apneia)

Uma dica importante é evitar treinos intensos próximo ao horário de dormir, pois durante o exercício ocorre a liberação de endorfinas e aumento da temperatura corporal que acabam atrapalhando o início do sono. Por isso, nada de treinos intensos até 2 horas antes da hora de dormir

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Como funciona a respiração no esporte

Você sabe como praticar uma boa respiração no esporte? Quando praticamos alguma atividade física temos a tendência a abrir a boca para respirar, mas será que isso é o ideal?

Como funciona a respiração no esporte
Como funciona a respiração no esporte

A importância de respirar pelo nariz

Primeiro vamos falar sobre a importância de respirar pelo nariz. A principal função do nosso nariz é respirar, ele é feito para umidificar, filtrar e aquecer o ar que chega aos nossos pulmões de forma mais confortável. Além disso, os nossos seios da face também ajudam na respiração pois produzem óxido nítrico, um gás com função vasodilatadora. O ar que respiramos pelo nariz tem maior concentração desse gás, melhorando o fluxo pulmonar e facilitando a troca gasosa. Assim é sempre melhor respirar pelo nariz.

Com o início de uma atividade física, ocorre uma vasodilatação no nariz e consequentemente diminui a resistência para a passagem do ar, facilitando a respiração no esporte. Porém conforme a intensidade do treino aumenta, manter a passagem do ar só pelo nariz começa a exigir um gasto extra de energia, por isso passamos a respirar também pela boca. Essa alteração é esperada em treinos mais intensos e não tem problema algum.

Mesmo atletas de alto rendimento, quando estão no pico do treinamento, respiram mais pela boca do que pelo nariz. Mesmo que durante o exercício, seja esperado respirar pela boca, a respiração nasal continua tendo importância. Pessoas com doenças nasais como um desvio de septo ou rinite mal controlada podem ter um prejuízo no seu desempenho esportivo (clique aqui para conhecer as doenças nasais mais comuns). Isso ocorre não só pela dificuldade de respirar pelo nariz, mas também por outras alterações que podem atrapalhar o sono e qualidade de vida.

Por isso, se você é um atleta, mesmo que amador, e respira mal pelo nariz precisa ser avaliado por um otorrinolaringologista.

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